Música Eletroacústica?

img_20161011_224107892São Paulo nos oferece experiências plurais e muito interessantes.

Ontem fomos à Bienal Internacional de Música Eletroacústica, na UNESP. Nunca tinha ouvido falar dessa modalidade… E fiquei bem perdido!

Me senti como alguém que vai a uma igreja pentecostal pela primeira vez e vê pessoas falando em línguas estranhas… Nada entende e se pergunta quase que o tempo todo: que significa isso?

Foi assim que me senti.

Um americano que “sampleava” a música toda de computador deve ter ganhado muito dinheiro para reproduzir o som distorcido e cheio de efeitos. Eu pensei que ele fosse um DJ de ETs. Talvez seja o tipo de Música muito consumida em Marte, ou em outra galáxia, imagino que seja o tipo de balada extraterrestre.

Havia em torno de 35 caixas de som de alta qualidade reproduzindo os ruídos em todos os lados do auditório. Um som ao mesmo tempo “incomodante” e confortante.

Eu estava acompanhado de meus filhos, um casal de adolescentes (Kemuel e Kandace), e de minha esposa. A princípio, imaginei que eles não tivessem gostado da idéia, apesar de meu filho ser um DJ iniciante. Mas os hits que meu filho cria não são alucinógenos como os eletroacústicos.

Pensei em sair antes de terminar, procurando em minha mente algum argumento que justificasse deixar o auditório. Mas não tinha nenhuma desculpa. Ficamos até o fim.

A música findou, um silêncio absoluto no auditório. Em seguida, alguns aplausos pela performance do americano. Imagino que o público ali entendia perfeitamente o que aquele som expressava. Talvez alguma técnica de composição, ou mesmo a captação científica de sons variados, ou a distorção deliberada de ruídos… Não me atrevo a dizer algo negativo!

Saindo do auditório, minha supresa: Kandace, minha filha mais nova, disse que amou o som. “Transmite sentimento e é legal a forma como ele manuseia a mesa”. Foi a opinião dela!

Kemuel me perguntou se eu não havia pesquisado sobre o estilo Eletroacústico antes de ir à Bienal; E minha esposa disse que teve alguma catarse: um certo alívio de tensões.

Depois, Kemuel me disse que aquele som tem elementos técnicos únicos: a distribuição das caixas, a dinâmica da música, a expressão sonora que te permite “entrar” literalmente na música.

Ok. Não entendi, mas gostei.

 

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