UM CHAMADO AO ARREPENDIMENTO

Por: Ricardo Geraldo*

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Nas décadas de 80 e 90, era corrente o dito entre os evangélicos de que o Brasil era o grande celeiro de missionários do mundo. De fato, o tema missões fazia palpitar o coração dos crentes. Contudo, a instabilidade econômica fazia oposição a uma ação mais arrojado nesse sentido.

Deus, então, nos abençoou; a hiperinflação fiçou sob controle e a abertura da ecomonia fomentou novas oportunidades resultando naquilo que se convencionou chamar de “a nova classe média”.

Notadamente, os crentes ascenderam socialmente, alguns enriqueceram. O Senhor havia provido os recursos para missões. E o que fez a Igreja? Construiu catedrais, comprou fazendas e aviões (tudo para a “glória” de Deus).

As igrejas “pequenas”, tomando como paradigma o “sucesso” das “grandes”, surtaram e, deixando os valores denominacionais há muito arraigados, passaram a praticar toda espécie de novidades. Queriam “o novo de Deus”, “uma nova unção”, ainda que isto significasse seguir acriticamente posições fraglantemente não bíblicas.

Neste contexto de apostasia, qualquer voz que se levantasse em contestação às novas práticas não bíblicas eram sufocadas. “Esses são os profetas apocalípticos” diziam eles, “a igreja vive um avivamento, está em franco crescimento”.

A igreja cresceu ou inchou?

O que aconteceu foram conversões ou meras adesões?

Para qualquer observador minimamente atento é patente aos olhos que hoje a igreja brasileira está sob a disciplina amorosa do Senhor. Ele repreende e castiga a quem ama, a fim de nos conduzir ao arrependimento e a restauração.

Essa disciplina está diante de nossos olhos. Refiro-me não apenas a situação econômica que tem despertado grande apreensão, mas aos eventos de adversidade e aperto sob os quais muitos pastores midiáticos ou não tem sido submetidos.

Aqueles que conservam um pouco de temor no coração, tão logo se dão por avisados, se arrependem e são poupados. Contudo, outros já há muito embrutecidos, não demonstram o mesmo zelo; antes, obstinados, resistem a Deus, demonstrando o grau de loucura a que chegaram.

1 Pedro: 4. 17. Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e se começa por nós, qual será o fim daqueles que desobedecem ao evangelho de Deus?

* Ricardo Geraldo é casado com Juliana, bacharel em Teologia e História, pastor na ADLogos em Guarulhos e responsável pelo Ministério Pescador – braço de evangelismo da igreja Logos.

5 comentários

  1. Ótima reflexão,infelizmente repetimos a história de juízes,no aperto clamamos,mais qdo vem refrigério e provisão, olhamos primeiro para nossos desejos e deixamos de lado a vontade do Senhor!! Aprendo q o sucesso é tão perigoso como o fracasso,(foi qdo o barco de Pedro encheu de peixes,que logo começou afundar.muitos líderes tem afundado qdo o barco enche.

  2. Realmente a Igreja
    Brasileira têm uma dívida
    Com missões e a minha oração
    É que Deus levante a nossa geração
    Para corrigir essa rota.

    Parabéns pelo texto

  3. Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, entao eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. II Crônicas 7:14

    Que o Deus de Israel tenha misericórdia de nós.

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