CASAMENTO GAY?

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Muitos pastores tidos por intelectuais aderiram à agenda gay com uma motivação duvidosa. Alguns parecem que estão se aproveitando do tema para se passar por “gente boa”, “inteligente” e “moderno”. Outros parecem se aproveitar do tema para afrontar os demais pastores que julgam a homosexualidade à luz da doutrina bíblica. Ainda outros se valem da doutrina do amor ao próximo como plataforma para aceitar qualquer comportamento, ainda que seja completamente contrário ao que preceitua a Palavra.

Alguns crentes que congregam na igreja que lidero, aos quais eu chamaria de “ovelha”, não ouvem a minha voz. Preferem ouvir estes ditos intelectuais. Não sei como eles foram contaminados, mas a bactéria deste discurso vai ganhando força de modo violento, incontrolável.

Sei que minha voz pode não alcançar todos os ouvidos que gostaria. Mas, na minha parca capacidade, preciso me posicionar.

O que aconteceu ontem nos Estados Unidos foi uma ingerência legal nos valores religiosos. O casamento é uma demanda unicamente religiosa, e cabe ao Estado apenas legislar sobre os direitos civis dos envolvidos. Mas não é Estado quem determina o conceito de casamento, independente da cultura. É mais ou menos como o BATISMO. Imagine o Estado interferindo no conceito de batismo e determinando quem pode e quem não pode se batizar, ou alterando seu conceito!
Um casamento homoafetivo nunca vai existir. O uso linguístico do termo “casamento” é inapropriado para o que estão propondo nos debates políticos. O que se discute nas instâncias políticas é a legalidade dos direitos civis. Somente isso.

Mas é interessante como a agenda gayzista tem conseguido deturpar as coisas. E você como crente não deve celebrar esta ingerência. Isso em nada dirá que você é intolerante ou odioso, ou que vai sair por aí atirando pedras em homossexuais. Respeitar o indivíduo não é o mesmo que concordar com suas praticas.

Você não precisa ir a um terreiro de umbanda para dizer que não é preconceituoso. Você não precisa fazer um despacho para dizer que ama o macumbeiro. Você não precisa celebrar Iemanjá apenas para dizer que ama os idólatras. Você não precisa postar a foto de um santo para dizer que tolera os católicos. Amar não é celebrar uma doutrina ou procedimento com os quais você discorda.
Eu, particularmente, não odeio nem discrimino homossexuais. Também não sou preconceituoso. Tenho conhecidos gays com os quais lido muito bem. Mas nunca vou exibir qualquer celebração por uma aventura legal ou moral que confronte minha fé. Isso, sim, não pode ser tolerado.

Concordo que o Congresso e as instituições sociais discutam o tema, promovam atos de tolerância, manifestem-se em favor da igualdade de direitos e até estabeleça direitos civis a quem convive numa relação homoafetiva. Mas discordo que o casamento tenha seu conceito alterado por uma intervenção estatal, ainda que saibamos que uma palavra pode sofrer mutações de significado ao longo do tempo. O casamento, entretanto, nunca o sofreu, desde seus primórdios, assim como o conceito de “vida”.

6 comentários

  1. Concordo 100% com sua colocação pastor. tenho um filho de 15 anos o qual o ensino a NUNCA desrespeitar o homossexual, agredir ou coisas parecidas…MASSS que jamais aceite isso como certo pois contraria totalmente a palavra de Deus.

  2. Acima da Lei dos Homens está a Lei de quem os criou. Sim, a inerrante e infalível Palavra de Deus determinara desde o início da raça humana o que representa a união de dois seres diferentes em sua estrutra sexual, mas semelhantes ao Supremo Criador. Aceitar ou não a Lei divina é opção dada até pelo próprio Deus. Façamos uma simulação. O manual de utilização de um eletrodoméstico preconiza o que se pode ou não fazer com aquele aparelho. Cabe ao seu possuidor segui-lo ou não, é sua a escolha. Se dele fizer mau uso, nem mesmo poderá se queixar ao vendedor e muito menos ao fabricante, além de perder a garantia total sobre o equipamento. Com as Escrituras Sagradas acontece o mesmo. Há hoje não poucos que não a aceitam, não a seguem e até mesmo quem ostensivamente não lhes dê crédito. É livre a escolha. Lá adiante, ao receber a “fatura” pelo uso indevido de sua vida em desconformdiade com as Leis do Criador não terá do que reclamar pois terá perdido a “garantia” que lhe assegure uma vida equilibrada e abençoada.

  3. De onde parte a ideia de que “o casamento é uma demanda unicamente religiosa”. A qual cosmovisão pertence? De que “casamento” se está falando? Acho importante deixar claro para não confundirmos alhos com bugalhos e para que a informação não se torne “des”informação.

    “O verdadeiro amor lança fora todo o medo…”

    • Meu caro Dan, em qualquer civilização, em qualquer história, desde os primórdios, o casamento esteve associado a um sacramento, tal qual o batismo. Toda sociedade se vale de expedientes confessionais para pautar seus princípios e valores morais. Se você fizer uma pequena pesquisa sobre o termo, sua concepção e sua relação com a fé, verá que não se percebe a ideia de casamento sem a relação metafísica.

      O Estado se apropriou do termo “Casamento” para legislar sobre os efeitos civis dele. A “legalização” do casamento é absurdamente nova frente ao seu conceito e realidade. Na antiguidade não havia qualquer papel para autenticar um casamento, senão uma aliança feita entre famílias.

  4. O que realmente acho é que existeum grande ccomplô para confundir a cabeça das pessoas e tornar o casamento ‘irrelevante’ isto é, fazendo-o perder o seu conceito primario e tornar todas as pessoas adulteras e devassas sem culpa e é isso que os famosos aplaudem o fim do compromisso com o conjuge e principalmente com Deus.

  5. Me tocaria se o estado viesse pedir reconhecimento religioso dessa união, aí sim estaria incomodada. Eles tem o direito de ter o reconhecimento civil pela legislação pois são cidadões, e esse direito são só papéis e não casamento. Assim que vejo. Então pra mim é indiferente, não há pq celebrar e nem ir contra.

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